14 de nov de 2003

Não deveríamos enterrar problemas. Às vezes, por pura acomodação ou desleixo deixamos que pequeninas situações se acumulem e se tornem verdadeiras bolas de neve. Isto não é nada bom, este sentimento vai tomando proporções dentro de nós, acumulando, acumulando... chegando em um ponto crítico, onde descontamos os problemas em quem tem e não tem culpa, ou canalizando esta energia de forma negativa, somatizando, sublimando, tomando atitudes erradas e vivendo com a incerteza de que poderia ter feito melhor.

Não digo só no fato de guardar o que não lhe agrada, falo também de sentimentos. Gostamos ou apreciamos alguém, mas algo nos impede de dizer. Auto-censura, falsas impressões... o medo assume esta culpa. Vivemos com o receio de dizer que gostamos dos amigos, de uma pessoa que nos é especial por "n" razões, de falar "eu me importo com você", que certa canção me lembrou uma pessoa... Penso que se as pessoas são preciosas para nós elas devem ser valorisadas, não só quando estamos em um relacionamento amoroso. Deveríamos dizer o que realmente estamos sentindo e pensando sem medo, e valorizar quando sentimos vontade de fazer isso.

Você que está lendo meu post, já experimentou enviar um e-mail a um amigo dizendo o quando se importa com ele? Talvez telefonar, mandar uma carta, sei lá... ou sentiu medo e deixou que oportunidades passassem pelas suas mãos?

Acho que neste ponto a teoria humanista podeira nos ajudar, no sentido de que deveríamos estar mais "congruentes" com nossas vontades e desejos.

Guardar e arquivar é coisa de museu.

... beijos a todos... Ah, e eu realmente me importo com vocês.