10 de set de 2011

Do pó vieste e ao pó retornarás!

A primeira badalada se foi... Senti um calafrio, algo segurou meus ombros e os puxou para trás. Meus olhos desejaram marejar, mas não. Respiro profundamente - não resta mais nada a fazer - sigo em frente.

Segunda badalada ressoa lancinante em meu peito. Minha mente se perde nas lembranças que só eu tive, na presença que só eu senti - no calor que só eu permiti. Respiro como se fosse a única coisa a se fazer e sigo em frente.

Na terceira badalada a única dúvida que pairava sobre minha alma gélida seguira seu curso com a maré... Assim como todas as coisas com começo, meio e fim. Uma dose de realidade, um pouso forçado - mas certeiro.

Torpor, morte, findo.